terça-feira, 11 de dezembro de 2018
quarta-feira, 5 de julho de 2017
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quarta-feira, 29 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
QUE COISA SÃO AS PALAVRAS?
A propósito do dia mundial do livro e dos direitos de autor, Sintra pára para ler.
Na nossa escola, o tema escolhido foi: "palavras do Mundo". Eu, de palavras escritas, encanto-me com as do Padre António Vieira e gostaria de partilhar algumas delas convosco:
RUBER, nome de ADAM
Na nossa escola, o tema escolhido foi: "palavras do Mundo". Eu, de palavras escritas, encanto-me com as do Padre António Vieira e gostaria de partilhar algumas delas convosco:
RUBER, nome de ADAM
sexta-feira, 27 de março de 2015
Vão vendo, está bem?
Publico a letra em baixo. Estou com umas ideias para a apresentação, que partilharei convosco no início das aulas. Entretanto, bom descanso
Strand , and Leicester
Square ,
Up to mighty London came
An Irish man one day,
All the streets were
paved with gold,
So everyone was gay!
Singing songs of
Piccadilly,
'Til Paddy got excited
and
He shouted to them
there:
It's a long way to Tipperary ,
It's a long way to go.
It's a long way to Tipperary
To the sweetest girl I
know!
Goodbye Piccadilly,
Farewell Leicester Square !
It's a long long way to
Tipperary ,
But my heart's right
there.
Paddy wrote a letter
To his Irish Molly O',
Saying, "Should
you not receive it,
Write and let me know!
If I make mistakes in
"spelling",
Molly dear", said
he,
"Remember it's the
pen, that's bad,
Don't lay the blame on
me"
.
It's a long way to Tipperary ,
It's a long way to go.
It's a long way to Tipperary
To the sweetest girl I
know!
Goodbye Piccadilly,
Farewell Leicester Square ,
It's a long long way to
Tipperary ,
But my heart's right
there.
Molly wrote a neat
reply
To Irish Paddy O',
Saying, "Mike
Maloney wants
To marry me, and so
Leave the Strand and Piccadilly,
Or you'll be to blame,
For love has fairly
drove me silly,
Hoping you're the
same!"
It's a long way to Tipperary ,
It's a long way to go.
It's a long way to Tipperary
To the sweetest girl I
know!
Goodbye Piccadilly,
Farewell Leicester Square ,
It's a long long way to
Tipperary ,
But my heart's right
there.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
TRABALHO PROPOSTO
Fig. 1 Fig. 2
Fig. 3
Fig. 4 Fig. 5
observação de uma pintura
1 –É figurativa?
2 – É naturalista?
3 – Como é usada a cor?
4 - Usa a perspectiva?
5 – Em que movimento a posso integrar?
domingo, 12 de janeiro de 2014
Ainda a Grande Guerra
Encontrei estes filmes.
O cinema estava nos seus primórdios, por isso, lembro-vos que quase todos os filmes são reconstituições. As fotografias são, tragicamente, verdadeiras.
São imagens para ir vendo aos poucos, um vídeo de cada vez, começando com este de um assalto a uma trincheira (não tenho acesso directo, por isso, cliquem no sublinhado).
O Poilus: quem se lembra de quem é?
Exclusif : le film-hommage aux poilus
Enviado por lefigaro
O dia do Armistício: celebração da paz!
O cinema estava nos seus primórdios, por isso, lembro-vos que quase todos os filmes são reconstituições. As fotografias são, tragicamente, verdadeiras.
São imagens para ir vendo aos poucos, um vídeo de cada vez, começando com este de um assalto a uma trincheira (não tenho acesso directo, por isso, cliquem no sublinhado).
O Poilus: quem se lembra de quem é?
Enviado por lefigaro
O dia do Armistício: celebração da paz!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Propaganda Republicana
Falei-vos deste poema na aula, a propósito da propaganda republicana. Importa lê-lo com muita atenção e acrescentei algumas notas para vos ajudar a compreender melhor o seu sentido.
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O CAÇADOR SIMÃO
(a Fialho d'Almeida)
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
Papagaio real, diz,me, quem passa ?
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
Jaz el-rei entrevado e moribundo (1)
Na fortaleza lobrega e silente ...
Corta a mudez sinistra o mar profundo ...
Chora a rainha(2) desgrenhadamente ...
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
_É o princípe Simão (3)que vae à caça.
Os sinos dobram pelo rei finado ...
Morte tremenda, pavoroso horror !...
Sae das almas atónitas um brado,
Um brado immenso d'amargura e dor ...
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
_É el-rei(4) D. Simão que vae à caça.
Cospe o estrangeiro affrontas assassinas
Sobre o rostro da pátria a agonisar ...(5)
Rugem nos corações furias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar !...(6)
Papagaio real, diz,me, quem passa ?
_É el-rei D. Simão que vae à caça.
A Pátria é morta ! a Liberdade é morta !
Noite negra sem astros, sem faroes !
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta,
Guarda a Infamia os sepulchros dos Heroes!
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
_É el-rei D. Simão que vae à caça.
Tiros ao longe n'uma lucta accesa!
Rola indomitamente a multidão ...
Tocam clarins de guerra a Marselheza ...
Desaba um throno em subita explosão !...(7)
Papagaio real, diz-me, quem passa ?
_É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão ...(8)
(Vianna do Castello, 8 d'abril de 1890.Guerra Junqueiro)
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-----------
(1) Trata-se, naturalmente, do rei D. Luís. O poema refere-se à agonia do rei e acusa-se o filho, D. Carlos, de ser indiferente: só a caça lhe interessa!
(2) A rainha D. Maria Pia, esposa de D. Luís. Junqueiro usa o advérbio "desgrenhadamente", aludindo, de forma crítica, à maneira de ser da rainha, pessoa muito afectuosa e emotiva que se não coibia de expor os seus sentimentos em público.
(3) O caçador Simão era Carlos Fernando Luís Maria Víctor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão: o rei D. Carlos.
(4) Note-se que, a partir daqui, já não é "o príncipe", é o "rei" Simão quem continua a ir à caça e é enquanto rei que D. Carlos é acusado de indiferença pelos males da Pátria.
(5) Referência óbvia ao Ultimatum britânico.-
(6) Referência às manifestações populares contra o Ultimatum e a cedência nacional face aos ingleses. Se só o rei é aqui citado, é porque se acusa o rei, pessoalmente, e a monarquia, em geral, de serem os responsáveis pela decadência nacional e pelo descrédito internacional de Portugal. Como sabemos, essas manifestações pouco tinham de espontâneas, pois eram quase todas organizadas pelos republicanos (PRP) e pelos monárquicos da oposição política.
(7) Apelo à revolução republicana
(8) Apelo óbvio ao regicídio!
domingo, 27 de outubro de 2013
A Literatura e a História
Os dois artigos colocados abaixo deste são excertos da obra "Germinal" de Émile Zola.
Zola é um escritor francês do séc. XIX que, incomodado pela vida dura dos operários, tomou o partido deles e transformou-os em protagonistas desta sua obra magistral. Gostaria muito que lesses com atenção os excertos que escolhi e meditasses sobre eles. Depois, por favor, responde às seguintes perguntas:
1 - Em que condições de habitação, higiene e privacidade viviam as pessoas da família Maheu?
2 - Quantas pessoas compunham aquele agregado familiar? Dessas, quantas e quais trabalhavam? Como eram os salários de cada uma delas? De quanto em quanto tempo recebiam o salário?
3 - Que pensas da relação salário / esforço dos mineiros?
____
Para quem tem jeito: ilustrar uma das cenas descritas nos artigos.
Atenção: não respondas no espaço dos comentários. Escreve uma mensagem e envia-a para o endereço deste blog:mpstocker@gmail.com
Quanto às ilustrações, prometo publicar as melhores.
Zola é um escritor francês do séc. XIX que, incomodado pela vida dura dos operários, tomou o partido deles e transformou-os em protagonistas desta sua obra magistral. Gostaria muito que lesses com atenção os excertos que escolhi e meditasses sobre eles. Depois, por favor, responde às seguintes perguntas:
1 - Em que condições de habitação, higiene e privacidade viviam as pessoas da família Maheu?
2 - Quantas pessoas compunham aquele agregado familiar? Dessas, quantas e quais trabalhavam? Como eram os salários de cada uma delas? De quanto em quanto tempo recebiam o salário?
3 - Que pensas da relação salário / esforço dos mineiros?
____
Para quem tem jeito: ilustrar uma das cenas descritas nos artigos.
Atenção: não respondas no espaço dos comentários. Escreve uma mensagem e envia-a para o endereço deste blog:mpstocker@gmail.com
Quanto às ilustrações, prometo publicar as melhores.
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Os Operários da Minas, segundo o "Germinal" de E. Zola
Em casa dos Maheu, no número 16 do segundo bloco, nada se tinha movido. Trevas espessas afogavam o único quarto do primeiro andar, como que esmagando com seu peso o sono das criaturas que se adivinhavam ali a monte (...). Apesar do frio vivo do exterior, o ambiente, pesado tinha um calor de vida, esse cheiro requentado dos mais asseados dormitórios, que cheiram a gado humano.
Deram quatro horas no cuco da sala do rés-do-chão (...). Bruscamente, a Catarina levantou-se. Apesar do cansaço, tinha, pela força do hábito, contado as quatro badaladas do relógio, através do soalho, sem encontrar forças para acordar de todo. Depois, com as pernas de fora da roupa, apalpou, riscou um fósforo e acendeu a vela de sebo. Mas ficara-se sentada à beira do enxergão, com a cabeça tão pesada que se lhe bamboava de ombro para ombro, cedendo à invencível necessidade de tornar a cair sobre o travesseiro.
Agora, a vela alumiava o quarto, quadrado, com duas janelas, atravancado com três camas. Havia ali um armário, uma mesa, duas cadeiras de velha nogueira (...). E mais nada, a não ser trapos suspensos de pregos, e uma bilha no chão, ao pé de um alguidar encarnado que servia de bacia. Na cama da esquerda, o Zacarias, o mais velho, rapaz de 21 anos, estava deitado com seu irmão Jeanlin, que estava a fazer 11; na da direita, dois petizes, o Henrique e a Leonor, esta de 6 anos e aquele de 4, dormiam abraçados um ao outro; a Catarina partilhava o leito com a sua irmã Alzira, tão enfezada para os seus 9 anos, que nem ela a teria sentido junto de si, se não fosse a corcunda da pobre enferma, que lhe entrava pelas costelas dentro. A porta de vidraça estava aberta, via-se o corredor do patamar, a espécie de cacifo em que o pai e a mãe ocupavam um quarto leito, onde tinham encostado o berço da mais nova, Estela, apenas de 3 meses.
Delgada para os seus 16 anos, [Catarina] não mostrava dos membros, por fora da bainha estreita da camisa, senão os pés azulados, como que tatuados do carvão (...).
[Catarina acorda o pai e todos os irmãos. Com o barulho, a irmã pequenina acorda também, assim como a mãe. Esta fala com o marido:]

- Já te disse que estou sem dinheiro nenhum, e é segunda-feira; seis dias ainda a esperar pela quinzena... Não há meio de aguentar até lá. Vocês todos trazem-me nove francos por dia; como querem que os sustente? Olha que somos dez bocas.
- Ora, nove francos! - grunhiu o Maheu. - Eu e o Zacarias, a três, são seis... A Catarina e o pai [dele], a dois, são quatro; quatro e seis, dez... E o Jeanlin, um, são onze.
- Sim, onze; mas há os domingos e os dias de folga... Nunca passa de nove, que to digo eu!
Ele não respondeu (...). Depois disse (...):
- E graças a Deus que ainda tenho saúde. Aos quarenta e dois, muitos vão para o calçado velho.
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Os Operários da Minas, segundo o "Germinal" de E. Zola
Um a um, caminhavam todos, sem dizer palavra, à luzinha das lâmpadas. O rapaz [Estêvão, um mineiro novo] tropeçava a cada passo, metia os pés pelos carris. (...)
Mais adiante apresentou-se uma encruzilhada, abriam-se duas novas galerias; e o bando dividiu-se outra vez, pouco a pouco os operários repartiam-se por todas as secções da mina. (...) Atrelados de churriões (1), cheios ou vazios, passavam constantemente (...) Portas de ventilação batiam, fechavam-se lentamente. E, à medida que se avançava, a galeria fazia-se mais estreita e mais baixa, de tecto desigual, forçando as espinhas a dobrarem-se continuamente.
O Estêvão, rudemente, batia com a cabeça. Se não fosse o chapéu de couro, ficava com o crânio rachado. Todavia, seguia com atenção, na sua frente, os menores gestos do Maheu, cujo perfil sombrio se destacava do clarão das lâmpadas. (...) O rapaz sofria também com o escorregadio do chão, cada vez mais encharcado. (...) Mas o que sobretudo o espantava eram as bruscas mudanças de temperatura.
[Os mineiros prosseguiram o seu caminho até ao local de extracção]Era o veio onde se encontrava o seu corte. Logo às primeiras passadas, o Estêvão esbarrou com a cabeça e com os cotovelos. O tecto, oblíquo, descia tanto, que, em comprimentos de vinte e trinta metros, era necessário caminhar dobrado em dois. Dava-lhe água pelos tornozelos. (...)Andou-se assim duzentos metros (...).
Ao cabo de uns quinze metros, encontrou-se o primeiro caminho secundário, mas foi necessário continuar, o corte do Maheu e dos companheiros era no sexto carreiro, nas profundezas do Inferno, como eles diziam; e, de quinze em quinze metros, os carreiros sobrepunham-se, a subida era um nunca acabar, através daquela fenda que esfolava as costas e o peito. O Estêvão agonizava - com as mãos alquebradas, as pernas magoadas, a faltar-lhe sobretudo o ar a ponto de sentir o sangue espirrar-lhe da pele. Vagamente, num carreiro, avistou dois animais agachados, um grande e outro pequeno, empurrando churriões; eram a Lídia e a do Mouque, já trabalhando. (...) 
[Finalmente começaram a trabalhar]Os quatro cortadores acabavam de se estender uns por cima dos outros, em toda a subida do corte. Separados pelas tábuas de ganchos que dividiam o carvão, ocupavam cada um pouco mais ou menos quatro metros de veio; e esse veio era tão delgado, com os seus cinquenta centímetros apenas de espessura naquele ponto, que estavam como que entalados entre tecto e parede, rojando-se sobre os joelhos e os cotovelos, sem se poderem virar que não magoassem as espáduas. Para cortarem a hulha tinham que estar deitados de lado, com o pescoço torcido, os braços erguidos, e brandindo de viés a picareta de cabo curto.
_____
(1) Churrião
No contexto: espécie de cesto ou vagão usado nas minas para transportar o minério. Pode rodar sobre carris e ser puxado por pessoas ou por animais.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
ESTADO NOVO:A PROPAGANDA
Abordámos o assunto na aula, mas nada melhor do que ver para compreender melhor.
Lembremos que, para comemorar os dez anos de permanência no poder de Salazar (1938), o Ministério da Educação Nacional mandou publicar uma série de sete cartazes intitulada: A Lição de Salazar. Esses cartazes, cujas dimensões eram, aproximadamente, as do quadro preto da sala de aula, foram distribuídos por todas as escolas primárias do País e a lição do dia devia ser dada através deles. Só o último não respeita o esquema dos restantes. Aqui os deixo
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Lembremos que, para comemorar os dez anos de permanência no poder de Salazar (1938), o Ministério da Educação Nacional mandou publicar uma série de sete cartazes intitulada: A Lição de Salazar. Esses cartazes, cujas dimensões eram, aproximadamente, as do quadro preto da sala de aula, foram distribuídos por todas as escolas primárias do País e a lição do dia devia ser dada através deles. Só o último não respeita o esquema dos restantes. Aqui os deixo
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Posteriormente - e paralelamente - os livros de estudo da escola primária iam publicando, de acordo com as idades, referências laudatórias ao ditador. Para os meninos da 1.ª classe, que aprendiam a escrever:
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Aos mais crescido, da 4.ª classe, já se lhes falava assim:

Ao mesmo tempo, os gritos da Mocidade Portuguesa e da Legião Portuguesa - reproduzidos nos mesmos livros escolares para que todas as crianças os repetissem - eram os seguintes:
"Quem Vive?
Salazar!
Quem manda?
Salazar!Salazar!Salazar!"
Salazar!
Quem manda?
Salazar!Salazar!Salazar!"
Nada, no Pais, escapava a tão intensa propaganda. Eis alguns exemplos:
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Claro que pus aqui a imagem de D. Afonso Henriques, somente, para que possas compreender melhor a que ponto se chegou no endeusamento da figura do ditador António de Oliveira Salazar.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
CANÇÕES PARA ABRIL
JOSÉ AFONSO: OS EUNUCOS
SÉRGIO GODINHO: MARÉ ALTA
PORTUGAL RESSUSCITADO – Ary dos Santos / Pedro Osório
JOSÉ AFONSO: GRÂNDOLA, VILA MORENA
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos haréns os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais.
No jardim dos haréns os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais.
SÉRGIO GODINHO: MARÉ ALTA
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
PORTUGAL RESSUSCITADO – Ary dos Santos / Pedro Osório
Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.
Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.
Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.
Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido
Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.
Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.
Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.
JOSÉ AFONSO: GRÂNDOLA, VILA MORENA
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
quarta-feira, 7 de março de 2012
O NAZISMO
O receio do comunismo (burguesia) e a crença nas promessas de trabalho (desempregados) granjearam a simpatia popular pelo Nacional Socialismo.
Tomada do poder:
1932 O Partido Nazi vence as eleições: Hitler é nomeado Chanceler e inicia de imediato o assalto ao poder.
........Incêndio no Reichstag (Parlamento). Os comunistas são acusados.
1933 Março – Eleições dão vitória ao Partido Nazi. Hitler pode organizar o Estado Totalitário:
........Março – dissolução dos sindicatos;
........Julho – Dissolução de todos os partidos políticos, à excepção do Partido Nazi.
........Julho – Mudança dos símbolos nacionais que passarão a ser os nazis: a suástica.
1934 – Por morte do Presidente da República (Hindenburg), Hitler assume as suas funções, inaugurando o III Reich, Estado totalitário que obedece à seguinte fórmula: um só chefe(1), um só Estado(2), um só Povo(3), escrita no Mein Kampf.
_________
(1) Hitler, o Führer (chefe)
(2) Corresponde à “Grande Alemanha” – territórios do Sacro Império Romano-Germânico (o I Reich). Esta ideia conduz ao expansionismo Alemão, de forma a ocupar territórios que considera seus: Áustria, Checoslováquia, parte da Polónia e da França.
(3) É o “povo ariano”, o único que poderia viver no solo do Reich. Trata-se, obviamente, de um princípio racista, baseado na crença de que há raças inferiores e uma que é superior. A judeus e ciganos era negada a condição humana e o direito à existência. O racismo nazi assume, predominantemente, o aspecto de anti – semitismo.
_________
Manutenção no poder:
Tomada do poder:
1932 O Partido Nazi vence as eleições: Hitler é nomeado Chanceler e inicia de imediato o assalto ao poder.
........Incêndio no Reichstag (Parlamento). Os comunistas são acusados.
1933 Março – Eleições dão vitória ao Partido Nazi. Hitler pode organizar o Estado Totalitário:
........Março – dissolução dos sindicatos;
........Julho – Dissolução de todos os partidos políticos, à excepção do Partido Nazi.
........Julho – Mudança dos símbolos nacionais que passarão a ser os nazis: a suástica.
1934 – Por morte do Presidente da República (Hindenburg), Hitler assume as suas funções, inaugurando o III Reich, Estado totalitário que obedece à seguinte fórmula: um só chefe(1), um só Estado(2), um só Povo(3), escrita no Mein Kampf.
_________
(1) Hitler, o Führer (chefe)
(2) Corresponde à “Grande Alemanha” – territórios do Sacro Império Romano-Germânico (o I Reich). Esta ideia conduz ao expansionismo Alemão, de forma a ocupar territórios que considera seus: Áustria, Checoslováquia, parte da Polónia e da França.
(3) É o “povo ariano”, o único que poderia viver no solo do Reich. Trata-se, obviamente, de um princípio racista, baseado na crença de que há raças inferiores e uma que é superior. A judeus e ciganos era negada a condição humana e o direito à existência. O racismo nazi assume, predominantemente, o aspecto de anti – semitismo.
_________
Manutenção no poder:
para pôr em prática a sua doutrina, os nazis, enquanto violam o Tratado de Versalhes,
criam um poderoso exército, numeroso e bem armado;
semeiam o terror entre judeus e opositores, através da sua polícia política – a Gestapo – que controla numerosas prisões e campos de concentração nos quais praticam o genocídio dos judeus. A Gestapo conta com o auxílio das SS (milícias do partido);
doutrinam toda a população, particularmente a juventude, organizada na Juventude Hitleriana que fanatiza os jovens nos ideais da raça, do ultra-nacionalismo e da violência;
mantêm uma poderosíssima máquina de propaganda: na rádio, no cinema, no teatro, revistas, jornais, livros, só é ouvida a voz dos que elogiam o Führer e cantam a grandeza da Alemanha. Os nazis fizeram fogueiras com todos os livros escritos por judeus;
lançam um intenso programa de obras públicas que cria infra-estruturas e gera emprego e riqueza. O emprego é também estimulado pelo crescimento dos exércitos, polícias e funcionalismo público, bem como pelo intenso programa de armamento (que estimula igualmente a produção industrial) e, ainda, pela negação do direito ao trabalho dos judeus.
Acontecimentos que conduzirão o Mundo à guerra:
1935 (13 de Jan.) A Alemanha ocupa o Sarre
1936 (7Mar.) A Alemanha reincorpora a Renânia
1938 ( Mar.) A Alemanha anexa a Áustria (Anschluss)
........(29 Set.) A Alemanha ocupa os Sudetas (territórios da Checoslováquia), o que foi aceite pela Conferência de Munique)
1939 (16 Mar.) A Alemanha anexa a Boémia, Morávia e Eslováquia, fazendo desaparecer a Checoslováquia.
........(22 Maio) Pacto de Aço entre a Alemanha e a Itália
........(23 Ago.) Pacto de Não Agressão Germano-Soviético
........(1 Set.) A Alemanha ocupa a Polónia. Início da II Guerra Mundial
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
FASCISMO E NAZISMO
O Fascismo e o Nazismo
nascem da miséria e da crise, do desemprego e da fome.
São filhos da guerra.
I - O FASCISMO EM ITÁLIA
nascem da miséria e da crise, do desemprego e da fome.
São filhos da guerra.
I - O FASCISMO EM ITÁLIA
A Itália foi o país – berço do Fascismo cujo chefe (Duce) foi Benito Mussolini.
Tomada do poder: em 1922 após a marcha sobre Roma, organizada pelos Camisas Negras (milícias do Partido Fascista), Mussolini é convidado a formar governo. Após as eleições fraudulentas de 1924, os fascistas asseguram a sua permanência no poder. A partir de então, Mussolini torna-se:
no único detentor do poder legislativo (o Duce legisla por decretos), marcando com isso o fim da democracia;
no chefe do governo;
no chefe do Partido Fascista
no chefe do exército
Trata-se, por isso, de um regime de poder pessoal do chefe: uma autocracia.
Manutenção no poder: os fascistas asseguram a sua manutenção no poder porque:
detêm o monopólio da força: exército, polícia política (OVRA), milícias (camisas negras);
criam o Estado corporativo (proibindo os sindicatos livres) e mantêm a ordem, assegurando o apoio dos grandes industriais, proprietários rurais e classes médias;
formam uma juventude submissa (Juventude Fascista);
lançam campanhas de obras públicas, fomentando o emprego e, pelo recurso à propaganda, asseguram a simpatia de grande parte da população;
controlam a informação, impedindo a divulgação das ideias dos opositores. Estes são perseguidos e os partidos políticos ilegalizados;
procuram novas fontes de riqueza, conquistando a Etiópia (1935), país soberano de África que jamais fora colonizado.
Tomada do poder: em 1922 após a marcha sobre Roma, organizada pelos Camisas Negras (milícias do Partido Fascista), Mussolini é convidado a formar governo. Após as eleições fraudulentas de 1924, os fascistas asseguram a sua permanência no poder. A partir de então, Mussolini torna-se:
no único detentor do poder legislativo (o Duce legisla por decretos), marcando com isso o fim da democracia;
no chefe do governo;
no chefe do Partido Fascista
no chefe do exército
Trata-se, por isso, de um regime de poder pessoal do chefe: uma autocracia.
Manutenção no poder: os fascistas asseguram a sua manutenção no poder porque:
detêm o monopólio da força: exército, polícia política (OVRA), milícias (camisas negras);
criam o Estado corporativo (proibindo os sindicatos livres) e mantêm a ordem, assegurando o apoio dos grandes industriais, proprietários rurais e classes médias;
formam uma juventude submissa (Juventude Fascista);
lançam campanhas de obras públicas, fomentando o emprego e, pelo recurso à propaganda, asseguram a simpatia de grande parte da população;
controlam a informação, impedindo a divulgação das ideias dos opositores. Estes são perseguidos e os partidos políticos ilegalizados;
procuram novas fontes de riqueza, conquistando a Etiópia (1935), país soberano de África que jamais fora colonizado.
Nota: o fascismo não vive sem ter à cabeça um chefe carismático a quem endeusa. Vale a pena ver este filme de um discurso de Mussolini. Mesmo que não percebas nada, presta atenção à teatralidade da sua expressão, dos seus gestos e da sua voz.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O Modernismo na Pintura
-A arte moderna surgiu em ruptura com o séc. XIX: rompe-se com os códigos, com a perspectiva, com o conceito de belo, etc. Hoje apresento aqui alguns dos mais importantes movimentos modernistas:
Cubismo
-Futurismo
Para os futuristas, no dizer do seu criador literário, Marinetti, “ a velocidade é o nosso deus”. Os futuristas rejeitam a tradição estética e exaltam o mundo moderno, a máquina e a velocidade.
Para mostrar como o seu conceito de beleza é tão diferente, o mesmo Marinetti afirma que “um automóvel de corrida com a carroçaria de grandes tubos é mais bela do que a Vitória de Samotácia!” Que pensam disto os meus alunos?
A pintura futurista reflecte o movimento e a velocidade, ideia transmitida através de espirais, linhas curvas, etc., sendo, frequentemente, muito agressiva. G. Balla, Boccioni; Carrà, etc. são os principais pintores desta corrente.
Para mostrar como o seu conceito de beleza é tão diferente, o mesmo Marinetti afirma que “um automóvel de corrida com a carroçaria de grandes tubos é mais bela do que a Vitória de Samotácia!” Que pensam disto os meus alunos?
A pintura futurista reflecte o movimento e a velocidade, ideia transmitida através de espirais, linhas curvas, etc., sendo, frequentemente, muito agressiva. G. Balla, Boccioni; Carrà, etc. são os principais pintores desta corrente.
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Vejamos, então, Vitória de Samotrácia:
Abstraccionismo
Não foi difícil a transição do cubismo para o abstraccionismo. O abstraccionismo é a arte não figurativa. Ela pode, tal como afirma Kandinsky, sugerir emoções através das cores ou, simplesmente, como defende Mondrian, não traduzir coisa nenhuma, porque a arte deve, somente, ser bela.
Não foi difícil a transição do cubismo para o abstraccionismo. O abstraccionismo é a arte não figurativa. Ela pode, tal como afirma Kandinsky, sugerir emoções através das cores ou, simplesmente, como defende Mondrian, não traduzir coisa nenhuma, porque a arte deve, somente, ser bela.
Vejamos, agora, Mondrian na moda!
(ver mais aqui: http://www.bontempo.com.br/arquitetura/wissioming-house-com-as-formas-de-piet-mondrian/ )
Surrealismo
Nascido da psicanálise, este movimento artístico pretende transpor para as artes plásticas o mundo dos sonhos/ pesadelos. Salvador Dali foi, sem dúvida, o maior pintor surrealista.
Nascido da psicanálise, este movimento artístico pretende transpor para as artes plásticas o mundo dos sonhos/ pesadelos. Salvador Dali foi, sem dúvida, o maior pintor surrealista.
Ver mais Dali aqui, http://www.dali-gallery.com/html/galleries/paintings.htm ou aqui http://www.virtualdali.com/
Miró foi um grande pintor espanhol que se inseriu em diversas tendências modernistas. Podes ver aqui: http://www.fundaciomiro-bcn.org/colecciojoanmiro.php?idioma=4
Pintura portuguesa
-O modernismo não tardou a chegar a Portugal. Na pintura destacamos os nomes de Amadeo de Souza-Cardoso; Almada Negreiros e Santa-Rita pintor, entre outros. Apresentam-se, de seguida, algumas pinturas destes autores. Façam, por favor, o exercício de procurar encontrar as correntes estéticas em que podem ser observadas tais pinturas.
--Almada
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